Retalhos de vida

Terça-feira, Junho 26, 2007

Cristão em férias ou férias de cristão?

Quando se aproxima o tempo de férias começamos todos a fazer imensos planos e a sonhar destinos, experiências, encontros, descanso, etc. Navegamos na web, estudamos destinos turísticos, tiramos ideias das experiências dos nossos amigos, não paramos de exercitar a nossa mente para nos deliciarmos com as melhores férias que possamos “inventar”.

De facto, todos necessitamos de parar, descansar, serenar, encontrar novas energias para o ano seguinte que, entretanto, começa a ser já igualmente planeado. É muito importante que tenhamos esses dias de descanso onde a família normalmente ganha um lugar de eleição e os amigos deixam de ter aqueles argumentos para nos criticarem porque não lhes dizemos nada há imenso tempo.
É muito salutar que todos estes nossos planos de férias possam ser concretizados. Mas é, igualmente, muito importante que não nos esqueçamos dessa velha máxima: “cristão de férias: SIM; férias de cristão: NÃO!”
De facto, acontece inúmeras vezes programarmos todas as nossas férias sem nos lembrarmos do que somos, da nossa condição mais profunda; queremos retemperar as forças do nosso corpo e nem nos lembramos de retemperar as forças da nossa alma, procuramos ler o romance já esquecido e nem nos lembramos da leitura espiritual que deixámos de fazer há imensos meses, marcamos encontros com todos os nossos amigos mais intímos e nem nos recordamos do dia da semana que estamos a viver, passando pelo Domingo como um dia igual a todos os outros.
O tempo de férias não pode ser nunca um tempo de indiferença, de irresponsabilidade, de incumprimento ou de despotismo. Se não deixamos de cumprir com os nossos deveres e com a nossa responsabilidade de pais ou de filhos, de cidadãos ou de amigos, porque é que deixamos, tantas vezes, de cumprir com a nossa responsabilidade de cristãos, quer nos preceitos religiosos que somos chamados a viver, quer com o apostolado que somos convidados a fazer? É uma questão que não podemos deixar de colocar neste tempo que antecede as férias e que é de preparação para elas.
Se consultamos tanta informação para conhecer o nosso destino de, podemos sempre, também, informar-nos onde se encontra a Igreja mais próxima e qual o horário das suas missas, confissões, palestras, etc. Ou será que uma ou duas horas na semana é assim tanto que nos impede de descansar?
Já agora, porque não aproveitar para levar connosco a última encíclica do Santo Padre ou a última biografia dum Santo da Igreja que esteja à venda nas nossas livrarias? As férias são, também, uma óptima ocasião para o nosso crescimento na fé e para dedicarmos algum tempo à nossa relação com Deus.

Quinta-feira, Maio 10, 2007


Terça-feira, Abril 10, 2007

Páscoa, o que é isso?...

Não sei se todos repararam, mas há uns tempos passámos dias um pouco diferentes: foram as férias dos estudantes, existiram feriados, as famílias estiveram juntas, enfim, passámos um fim-de-semana a que chamamos Páscoa. Esse tempo ainda não acabou, aliás, não acaba nunca! É que a Páscoa não são, somente, as festas ou os dias de descanso; a Páscoa é um acontecimento que se celebra e, ao celebrá-lo, que se actualiza na vida daqueles que se deixam interrogar ou confrontar com aquilo que ela representa ou significa.
É que a Páscoa só existe por duas razões: primeiro porque o povo judaico foi sujeito de uma Aliança com Deus e fruto dessa aliança houve uma verdadeira transformação na sua vida; segundo porque, por ocasião da celebração da Páscoa dos Judeus, um homem-Deus – Jesus de Nazaré – entregou a Sua vida pelos homens morrendo numa cruz e, ressuscitando dias depois, anunciou a possibilidade da vida eterna a todos os que morrerem com ele. Esta é a verdadeira razão pela qual existem esses dias de “folga” ou de festa; é importante não esquecermos isto!
Mas seria também interessante perceber, então, como podemos viver a Páscoa naquilo que ela significa de verdade. Só vos posso ajudar na dimensão da morte e ressurreição desse Jesus Cristo; e, nesse sentido, gostava de chamar-vos a atenção para a forma como os próprios seguidores desse homem compreenderam o dito acontecimento. Estavam a caminho de suas casas, frustrados com a morte do seu mestre, quando um homem os encontrou e confrontou: “Oh gente sem compreensão e de espírito lento para acreditar em tudo o que os profetas disseram. Não tinha o Messias de sofrer estas coisas, para entrar na Sua glória?” Perante esta interrogação e, mais tarde, perante um gesto que esse mesmo homem realizou compreenderam o que era de facto a Páscoa de Jesus Cristo: era Vida! Mesmo no meio da morte, mesmo no meio do sem sentido, mesmo no meio de injustiças, mesmo no meio da solidão é possível viver com sentido, basta que experimentemos esta mesma Páscoa, ou seja, perceber a palavra dos profetas que passam na nossa vida e deixar que esse gesto do partir do pão aconteça em nós; para compreendermos melhor: torna-se necessário que não sejamos indiferentes às pessoas que na surpresa da vida se cruzam connosco e, mesmo quando não gostamos, nos interrogam, nos criticam ou nos chamam à atenção e, por outro lado, alimentarmo-nos daquilo que Deus tem para nos dar e que nós muitas vezes desprezamos – a Sua palavra, a Sua Igreja, os Seus sacramentos. Só assim é possível perceber o que é a Páscoa – passagem da morte à vida. Mas não penseis que isto acontece na dimensão da razão ou da imaginação, acontece, sim, no concreto da vida de todos os dias.
Espero que a Páscoa não se reduza a esse domingo de Abril e possa ser experimentada por vós, pois ela pode ser o segredo do sucesso, da felicidade, do sentido da vida, da alegria que nos pode encher o coração e ser contagiante para o próprio mundo em que vivemos e que bem precisa de um sentido novo...


Sexta-feira, Março 09, 2007

Judaísmo e Cristianismo Ciclo de Conferências 13 de Março, 21h30m - Igreja Nª Srª dos Navegantes do Parque das Nações


Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Contribuir para usufruir
Uma regra a não esquecer!

Tive a oportunidade de ver recentemente o documentário de Al Gore “Uma verdade inconveniente”, onde a problemática do aquecimento global do planeta e as suas graves consequências são, de forma impressionante, expostas ao espectador. Esta semana o mesmo Al Gore esteve em Portugal para, numa conferência realizada no Museu da Electricidade, expor novamente ao nosso país as consequências da indiferença em que muitos ainda vivem no que diz respeito a esta matéria.
Não restam dúvidas de que se continuarmos com os hábitos, vícios e irresponsabilidades relacionadas com matéria ecológica, não iremos esperar muito até que comecemos a sofrer as consequências que daí advêm.
É urgente assumir a nossa quota parte de responsabilidade na valorização e preservação da natureza, um bem criado por Deus e colocado à disposição do ser humano para dela retirar o necessário à vida. Mas a criação é também algo nunca acabado, onde o mesmo ser humano deve demonstrar o seu empenho na sua evolução. A evolução da ciência e da técnica devem estar ao serviço desta responsabilidade social e nunca ser um obstáculo ou um fim em si próprias. Infelizmente é isso que muitas vezes se constata: a evolução cientifica tem-se tornado inconsequente em vários momentos.
Julgo que não podemos, igualmente, desculpar dos erros que não controlamos ou que estão em patamares que não atingimos. Não basta queixar-nos dos hábitos adquiridos e que são fruto dos projectos económicos de alguma sociedade contemporânea. A responsabilidade pela criação é de todos nós e todos temos uma palavra a dizer nesta matéria. Contribuir, na nossa medida, para uma preservação da natureza é viver na fidelidade ao projecto da criação onde fomos colocados e do qual somos os primeiros beneficiados. É urgente assumir este compromisso. Todas as civilizações que perderam o sentido da evolução e se esqueceram dos seus filhos acabaram por sucumbir. Os nossos descendentes dependem da nossa capacidade de resolução deste e de muitos outros problemas e da nossa vontade de modificarmos o decurso da história. Não me compete enumerar os hábitos a adquirir, apenas alertar as consciências para que não nos afastemos daquilo que é a nossa primeira missão: utilizar, de forma consciente e responsável, o que nos foi oferecido e contribuir com a nossa sabedoria e o nosso conhecimento para o projecto da criação.

Sábado, Janeiro 13, 2007

Quanto vale uma vida?

Cinema na Paróquia
Igreja de Nª srª dos Navegantes do Parque das Nações
27 de Janeiro, 21h30m
Projecção do filme "Filhos do Homem"
seguido de debate com o Dr. João César das Neves.



Sexta-feira, Dezembro 22, 2006


Desejo que...

Nesta época a iluminação das cidades anuncia um tempo de festa e de alegria. Mas desde que a Estrela afirmou o nascimento do Salvador, é a Luz do Espírito de Deus que quer manter-se no coração dos homens. Só é possível descobrir o Natal quando ela irradia no meio de nós. Que seja esta a Luz que brilha em cada um.
Santo Natal para todos!